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Mais sinais de que muito irá mudar na zona euro nos próximos anos

27 Julho 2015

Os tempos prometem ser instáveis e incertos nos próximos anos para os países que sejam membros da zona euro. Basta olhar para algumas das notícias publicadas este fim de semana na zona euro para perceber que a crise grega não é mais do que o início de uma fase de profundas mudanças que são difíceis de prever.

Aqui vai um pequeno apanhado daquilo que está a acontecer e a ser discutido:

  • Nos grandes países europeus, como a Alemanha, Itália e França, a resposta a este cenário de ruptura iminente parece ser a fuga para a frente. O Spiegel noticia que Berlim e Roma estão já prontos para avançar para um reforço muito significativo do orçamento europeu, como resume a Reuters, com recurso a impostos próprios e, naturalmente, com transferência de competências e poderes das capitais dos Estados membros para Bruxelas. Um passo para uma maior união orçamental que, num cenário de crescente eurocepticismo nas opiniões públicas e parlamentos nacionais, pode desencadear reacções políticas imprevisíveis.
  • Fora da zona euro, a reacção dos países que estão na União Europeia e que supostamente estariam em fase de convergência para a moeda única é a de evitar por “muitos anos” a adesão a “um euro inseguro”, como afirma o líder do banco central da Polónia. Para quem está dentro do euro, estas são declarações capazes de pôr muita gente a pensar se estão do lado certo da barricada.
  • Mais longe, nos EUA, perante este cenário de países a tentarem sair, outros a evitar a entrar, não admira que o euro continue a ser visto como uma “armadilha”. Em editorial o The New York Times, defende que o que a Europa devia estar a fazer era “mudar as políticas económicas que transformaram a união monetária numa armadilha debilitante de que os países não conseguem sair sem passarem por ainda maior sofrimento”.

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