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Desigualdade no Euro aumenta puxada por divergências entre países

22 Julho 2015

A desigualdade de rendimentos na Zona Euro aumentou com a crise financeira concluem dois investigadores do think tank alemão DIW, usando dados até 2011, o que ignora alguns dos anos mais graves da crise no Sul da Zona Euro.

O trabalho tem a particularidade de calcular e analisar indicadores de desigualdade para a Zona Euro como um todo (como se se tratasse de um país) e para cada uma das suas economias. Essa metodologia permite concluir que o aumento da desigualdade se deveu mais a um aumento da divergência de rendimentos entre países da união e não a aumentos de desigualdade dentro de cada país.

Timm Bönke e Carsten Schröder usam dados de rendimento disponível dos agregados familiares europeus, que ajustam às diferenças de preços e à dimensão dos respectivos agregados, e calculam indicadores de desigualdade que desagregam variações de dentro de cada um dos países e variações entre países.

Da conjugação destes dois efeitos obtêm a desigualdade de rendimentos na Zona Euro que, dizem, aumentou moderadamente puxada por divergências entre economias do Sul mais sacrificadas com a crise (como Grécia e Espanha) e as do Norte (como a Alemanha, o Luxemburgo ou a Áustria):

Encontramos um aumento moderado na desigualdade da Zona Euro [a 10 países, desde 2004] até 2011 (…). Na EU-22 os índices de desigualdade indicam uma ligeira queda de desigualdade antes da crise e uma estagnação depois. O aumento da disparidade entre Estados-membros são a principal força por detrás do aumento da desigualdade na Zona Euro a 10, e não o aumento das desigualdades entre países.

A explicar a estagnação da desigualdade na EU-22 está a queda e aproximação dos rendimentos de algumas economias do Sul, nomeadamente Grécia e Espanha, aos de alguns países de Leste, num movimento que revela uma união menos desigual entre os mais pobres e mais desigual entre pobres e ricos.

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