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Foi a regulação, estúpido!

03 Julho 2015

Saber de quem foi a culpa pela criação dos desequilíbrios financeiros criados no início do século nos Estados Unidos, e que acabaram por resultar na crise financeira de 2008, é um dos temas mais debatidos pelos economistas nos últimos anos.

Alguns culpam a Reserva Federal norte-americana por ter aplicado uma política expansionista de juros baixos que conduziu a excessos no mercado e contribuiu decisivamente para a instabilidade financeira. Outros, defendem que a Fed respondeu de forma adequada às circunstâncias e que a culpa não lhe pode ser atribuída. O Fundo Monetário Internacional parece agora assumir esta segunda posição, através da publicação de um estudo assinado por dois economistas.

Ambrogio Cesa-Bianchi e Alessandro Rebucci defendem que a teoria de que a política monetária da Fed é a culpada pela criação dos desequilíbrios que conduziram à crise apenas poderia corresponder à realidade num cenário em que não existe uma função de regulação também para aplicar.

De acordo com os autores, a forma como foram definidas as taxas de juro foi não só a adequada para responder à realidade macroeconómica, como teria sido mesmo a melhor forma de evitar a crise, caso a política de supervisão e regulação financeira tivesse sido correctamente aplicada.

Isto é, os problemas não estiveram em juros excessivamente baixos, como defende por exemplo John Taylor, o autor da regra de Taylor, que, a ser cumprida, apontaria para taxas de juro mais altas.

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