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Sorte no país de nascimento é o que mais influencia o rendimento

08 Maio 2015

O país de nascimento explica mais de dois terços das diferenças de rendimento entre os cidadãos do mundo, mostra um recente estudo de um dos maiores especialistas mundiais em desigualdade, sendo que nascer no país mais rico do mundo (os Estados Unidos) significa, em média, ganhar 4,5 vezes mais do que no país mais pobre (o Congo).

Dito de outra forma, um norte-americano beneficia de um prémio de residência no seu rendimento de 355% face ao Congo (isto já ajustado ao poder de compra). E ganha 1,7 vezes mais do que se tivesse nascido no Brasil.

Comparando pobres com pobres e ricos com ricos, conclui-se que o prémio de residência é ainda maior entre os 10% com rendimentos mais baixos (e menor para os 10% com rendimentos mais elevados).

Estas são as duas principais conclusões de um estudo assinado por Branko Milanovic que analisou a distribuição de rendimentos (ajustados ao poder de compra) em 118 países do mundo por volta de 2008, explica o economista num texto no VOX.eu, para concluir:

“A simples existência de um grande prémio de residência implica que não existe essa coisa de igualdade de oportunidades global porque muito do nosso rendimento depende do acidente do nascimento.”

O professor na Universidade de Nova Iorque apresenta algumas das implicações destes elevadíssimo níveis de desigualdade para os fenómenos migratórios:

  • As pessoas dos países pobres podem duplicar ou triplicar os seus rendimentos apenas mudando de país.
  • Os países ricos menos desiguais têm um prémio de residência superior para os mais pobres, o que significa que tendem a atrair mais trabalhadores não qualificados.

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Temas de que vai ouvir falar hoje:

  • O resultados das eleições no Reino Unido. As sondagens após o fecho das urnas na quinta-feira davam a vitória a David Cameron.
  • A Europa é celebrada no sábado no seu dia anual. INE divulga publicação com dados sobre o Continente.